Mango na Backstage Digital | Ed. 44

Com a curadoria musical no centro da sua trajetória, a Mango, que está na nova capa digital da Backstage Mag, vem expandindo seus territórios com experiências de marca e criação de linguagem para eventos. Sendo um laboratório cultural e vitrine artística, a empresa segue apostando em projetos que traduzem seu olhar curatorial, como as Noites Mango de Música, que recebe Rubel em quatro datas esgotadas no Teatro I Love PRIO, e a série Mango Sessions, realizada em parceria com a Bonus Track, que traz os argentinos Ca7riel & Paco Amoroso ao Brasil em setembro, e que teve sold out em poucas horas em São Paulo e no Rio de Janeiro. 

A empresa trabalha como um sistema criativo integrado, dedicado a contribuir com a formação cultural brasileira, buscando incentivar também projetos de rua, como o Samba do Sacramento e palcos para novos artistas.

No campo da brand experience, conectando marcas a expressões artísticas, a Mango assina a cenografia e a experiência geral do Festival Doce Maravilha, e também desenvolve ativações como a d´O Boticário, dentro do próprio evento. A agência também esteve à frente do Telephone da Sorte, criado para a Deezer no show histórico da Lady Gaga em Copacabana, e foi responsável pela produção local do Treinão Chapadinhas de Endorfina, em Florianópolis.

“A Mango atua nesse lugar onde as marcas e a cultura se encontram. Nosso diferencial está em entender o contexto, a cena e o que faz sentido hoje para o público. E isso passa, necessariamente, pela curadoria – que pra gente não é só escolher artistas e atrações, mas criar experiências que traduzem o espírito do tempo e respeitem a identidade de cada projeto. Isso inclui pensar também a jornada de quem compra o ingresso, desde a estratégia de vendas até a experiência no evento”, afirma Rodrigo Tavares, sócio fundador da Mango. 

Para o segundo semestre, um dos focos é o Mango Sessions, que nasceu da vontade de criar um espaço de conexão entre as comunidades musicais do Brasil e de fora, trazendo artistas internacionais – tanto nomes emergentes, quanto artistas já consolidados – para tocar por aqui. A proposta é aproximar o público brasileiro do que está acontecendo lá fora, seja apresentando novas cenas e tendências, seja fortalecendo a relação com artistas que já têm um público por aqui, mas ainda circulam pouco no país.

Além da curadoria musical e das experiências de marca, a Mango também atua na estratégia de ticketing de grandes eventos. No portfólio recente, estão as turnês de Paul McCartney e Roger Waters, além do festival Doce Maravilha, com trabalho focado no planejamento de vendas, precificação e apoio estratégico à comunicação com o público.

Para saber mais detalhes sobre a Mango, confira uma entrevista exclusiva com Eduardo Jardim, um dos sócios da empresa:

Pra vocês, o que é imprescindível na curadoria de um evento? 

Curadoria é contexto. É entender a alma do público, o território simbólico do evento e o que o momento pede. É saber equilibrar o peso de nomes consagrados com a urgência de apresentar o novo, o irreverente, o que ainda pulsa fora do radar. Também é ter consciência de que todo sonho tem um orçamento e que fazer caber faz parte da arte. Uma boa curadoria emociona, representa e surpreende, sem perder a noção prática. 

Como é feita a seleção de um artista para um show? 

Misturamos tesão com tecnologia. Há os nomes que queremos ver no palco porque nos movem, nos inspiram. Mas há também o que os dados revelam: usamos CRM, social listening, análise de consumo de streaming, venda de ingressos e comportamento digital para mapear desejos latentes. É onde a intuição encontra a inteligência de dados; e aí sim sabemos que estamos no caminho certo. 

No quesito experiência com marcas, como conectam o público com o que a marca quer passar naquele momento? 

Conexão exige escuta. A gente começa entendendo o que a marca quer dizer, por que isso importa agora, e com quem ela precisa conversar. Depois, traduzimos esse propósito em linguagem sensorial: ativações vivas, experiências estéticas, curadoria de artistas e criadores, conteúdo que tem alma. Não se trata só de “atingir um público”, mas de construir um vínculo. Quando a mensagem vira memória, sabemos que acertamos. 

Nesse mercado competitivo de grandes eventos e festivais, a Mango vem na contramão investindo em experiências menores. Como foi que pensaram nessa estratégia de ser algo mais direcionado pra um determinado público? 

Apostamos nas infinitas potências da cauda longa. Em um cenário de oferta massificada, canais saturados e produção cultural muitas vezes pasteurizada, emerge uma demanda crescente por experiências que falem diretamente com comunidades. São nessas bolhas de afinidade que a cultura se reinventa, se multiplica e desafia os status quo. Nossa estratégia é justamente essa: investir em pertencimento, em narrativas identitárias e em formatos que privilegiam profundidade e impacto, em vez de mera amplitude ou alcance. 

Como veem o mercado de eventos no momento e como pensam que a Mango pode ser um grande diferencial para eles, tanto em curadoria, quanto em experiências? 

Ainda atravessamos uma dupla ressaca: pandêmica e econômica. Os custos de produção seguem em alta, os juros pressionam, e o orçamento do público para cultura e entretenimento encolhe. Nesse cenário, a Mango talvez não tenha todas as respostas, mas tem algo fundamental: escuta qualificada. Acreditamos que o futuro dos eventos está na convergência: formatos híbridos, articulação com políticas públicas, parcerias criativas com marcas e, acima de tudo, experiências que gerem valor tangível para todos os envolvidos: quem cria, quem consome e quem investe.

Entretenimento

+ There are no comments

Add yours