“Minha ode ao Kid Abelha”: Dimas lança single em homenagem ao grupo de sucesso

O cantor e compositor DIMAS apresenta ao público seu mais novo single, “cinema tropical”. Inspirada no universo pop oitentista do Kid Abelha, a faixa já está disponível em todas plataformas de áudio e inaugura oficialmente os trabalhos de seu futuro álbum de estúdio, intitulado “baby blue”. Com uma abordagem sensível e visual, a composição utiliza cenários urbanos e memórias afetivas para construir um relato sincero sobre a efemeridade dos relacionamentos contemporâneos.

A inspiração central para a letra nasceu de vivências pessoais do artista na capital paulista, combinando o lirismo das paixões intensas com as marcas deixadas por um término recente. Segundo ele, a música busca capturar a volatilidade dos afetos a partir de seu olhar singular: “Essa é uma faixa inspirada nos moldes do Kid Abelha dos anos 80, que narra minha visão cinemática e sonhadora de ver o romance. Além de também trazer à tona a essência fugaz e efêmera das experiências que vivi enquanto pessoa LGBTQ+, um senso de capturar minha última experiência amorosa que foi cercada por visitas aos parques de São Paulo, noites frias e quentes, e diálogos dignos de cinema”.

A ideia da faixa começou a ganhar corpo ainda em 2023, quando o artista gravou “Minha Vitrola Toca Rita”. No entanto, o ponto de virada para a escrita final foi um acontecimento marcante em sua vida pessoal. “A letra só se desenvolveu por completo em memória recente quando passei por uma desilusão amorosa tremenda: um amor de 3 meses que ia na velocidade de um foguete em termos de intensidade, que colidiu com um amor do passado do outro”, revela o cantor, que encontrou na música a possibilidade de transformar um coração partido em arte e ao mesmo tempo continuar a trajetória de narrar as suas paulistas.

Na sonoridade, “cinema tropical” constrói uma ponte entre a elegância da bossa nova e a energia do pop nacional da época, com destaque para os arranjos marcantes de saxofone. DIMAS detalha o trabalho de estúdio ao lado de Lucas Marmitt: “Eu e o Lucas bebemos tanto da bossa nova de Tom Jobim quanto do pop oitentista do Kid Abelha para trazer os saxofones com até eu diria uma ginga que remete ao brega/forró em seu universo melódico. Queríamos que soasse como uma fidedigna canção brasileira do fim dos anos 80”.

Próximo álbum!

A faixa abre os lançamentos do futuro álbum de estúdio, “baby blue”, apostando na facilidade de conexão com o ouvinte. “Iniciei os trabalhos de ‘baby blue’, que marca minha transição definitiva para a MPB, uma vontade muito antiga. Escolhemos essa pois é a faixa mais grudenta de todo o repertório, é uma transição confortável e não tão assustadora para quem me acompanha”, afirma o compositor.

O novo álbum de estúdio trará um universo rico em parcerias e colaborações artísticas. Além de manter a produção com Jards e Lucas Marmitt, o disco conta com Victor Kroner (nome por trás de trabalhos com Julia MestreFrancisca Barreto e Nina Maia) como principal produtor. O público também pode esperar diversos instrumentistas, novos produtores e o primeiro feat da carreira de DIMAS.

Vivendo esse momento de virada na carreira, o artista não esconde o entusiasmo com a receptividade do público para a nova fase. “Muito animado para esse lançamento. Marca uma nova fase de mais autenticidade e trânsito para mostrar meu potencial dentro da música popular brasileira”, celebra. Para ele, o lançamento carrega um peso afetivo singular: “Muito, é minha ode ao Kid Abelha”.

Videoclipe

A faixa ganha um videoclipe que chega com direção assinada por Pedro Campana. Mantendo o caráter autobiográfico de sua obra, Dimas escolheu um cenário de forte valor sentimental para as gravações: “Gravamos no exato local do meu último encontro com o amor perdido, bebendo o mesmo vinho e no mesmo horário, perto do pôr do sol. A ideia é ser uma mensagem direta e continuar minha trajetória autobiográfica, além de sempre priorizar São Paulo como meu pano de fundo.” 

A produção audiovisual busca materializar visualmente toda a atmosfera nostálgica e dramática que inspirou a composição, conectando-se diretamente com a proposta do single. “Creio que reproduz de forma sinestésica o que imaginei quando escrevi: a intensidade de um roteiro de cinema brasileiro vivida em um romance rápido, intenso, trágico e dançante”, conclui o artista.

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