Casados na vida real, Larissa Manoela e André Luiz Frambach vivem pela primeira vez um casal nos palcos. Eles protagonizam Descalços no Parque, clássico de Neil Simon, com tradução, adaptação e direção de Guilherme Weber e direção residente de Camille Frambach. A produção geral é de Bruna Dornellas e Wesley Telles, em uma trama ambientada no Rio de Janeiro dos anos 50.
A peça estreia no dia 8 de outubro, no Teatro Clara Nunes, no Rio de Janeiro, onde fica em cartaz até 29 de novembro. Em 2027, chega a São Paulo, no Teatro Liberdade, em temporada de 4 de março a 25 de abril. As vendas de ingressos para as duas cidades já estão abertas.
A montagem tem produção associada de André Luiz Frambach, Bruna Dornellas, Guilherme Weber, Larissa Manoela e Wesley Telles. O espetáculo é apresentado pela Bradesco Seguros, através da Lei Rouanet, com realização da Para Todos Produções e correalização de Manbach Produções e WB Produções.
Na comédia, Lara (Larissa Manoela) e Edu (André Luiz Frambach) voltam da lua de mel do Copacabana Palace direto para um apartamento alugado no Catete e descobrem que o casamento começa depois da festa. Entre diferenças de temperamento, vizinhos excêntricos e a presença da mãe da noiva, a peça acompanha os ajustes da vida a dois, com trilha sonora composta de clássicos da época.
Edu, um advogado recém-formado, introvertido e polido, e Lara, uma otimista de espírito livre, tentam se encaixar na nova vida de casados em um prédio sem elevador. Um encontro às cegas, entre um vizinho do prédio e a mãe de Lara, completa a trama e amplia os conflitos da vida a dois.
A trilha sonora, composta por pérolas da Bossa Nova e do Samba Canção, com músicas de Tom Jobim, Carlos Lyra, Silvinha Telles, entre outros, ampliam o mergulho afetivo e estético na atmosfera dos chamados anos dourados e fazendo da cidade o cenário da história e também uma perspectiva de memória.
“Astuta e hilária, Descalços no Parque explora os descalabros da intimidade, a distância entre o autoengano e a verdade e o quão engraçada é a vida a dois quando podemos ter uma certa distância para observá-la. É também um profundo elogio ao diálogo em um mundo tomado por surdez emocional. Esta peça é uma homenagem à comédia como forma sublime de refletir sobre o amor”, fala o diretor Guilherme Weber.
“O meu reencontro com o teatro acontece sempre em momentos muito especiais da minha trajetória artística, e agora não é diferente. É uma alegria poder estar dividindo o palco com o André. A gente já é parceiro há muito tempo — parceiro de vida e profissionalmente — mas nunca tivemos a oportunidade de subir ao palco juntos. Inclusive, no nosso mais recente projeto, a gente sequer contracenou. E estamos falando de uma história que é uma delícia, pois é muito bom poder tratar de assuntos que falem de coisas do coração com humor, com leveza, mas que toquem as pessoas. Eu espero que o público saia muito emocionado do nosso espetáculo”, declara Larissa Maonela.
“Estar no palco de teatro é sempre um exercício muito potente para um ator. Eu gosto muito, é um aprendizado diário — não existe uma sessão que seja igual à outra. Todo dia a gente aprende um pouquinho: aprende em cena, aprende com a plateia. Quando decidimos encarar esse desafio de viver esse projeto, seja como atores, seja como produtores, a história nos cativou logo de cara. O texto é muito bom, é um clássico hollywoodiano, escrito por Neil Simon. O Guilherme Weber o traduziu e chamou a gente para uma leitura. Eu tenho muita admiração e um grande carinho pelo Guilherme Weber. E isso não é de hoje, afinal estivemos juntos em vários trabalhos já, como em Queridos Amigos, um dos meus primeiros trabalhos na carreira. Eu e Larissa nos identificamos de imediato com o texto. Foi quando vimos ali uma potência em fazer esse trabalho no teatro, além de entendermos que seria uma oportunidade maravilhosa de inaugurar também a nossa estreia nos palcos juntos. Desde a primeira vez em que trabalhei com a Larissa, soube que estava diante de uma artista única, completa. Tenho certeza de que esse será um trabalho muito especial”, completa André Luiz Frambach.
Sobre a obra
Descalços no Parque foi inspirada no relacionamento do autor Neil Simon com a esposa Joan Baim e, rapidamente, consolidou o autor como um dos maiores nomes do teatro mundial.
Em sua introdução à coleção “A Comédia de Neil Simon”, o dramaturgo escreveu sobre um incidente em seu jovem casamento, quando sua esposa atirou nele uma costeleta de vitela congelada porque as palavras não conseguiam mais expressar a paixão de uma amarga discussão que eles estavam tendo. “Um leve sorriso cruzou meu rosto”, escreveu ele. Simon viu o total absurdo da situação. Esse momento se encaixaria perfeitamente em Descalços no Parque, uma comédia sobre recém-casados que, fiéis à época, os anos 50, ainda não se conhecem de verdade – e discutem sobre suas diferenças.
Na época, em 1963, o espetáculo teve mais de 1.500 apresentações, tornando-se uma das dez peças não musicais de maior longevidade na história da Broadway e sendo alçada ao título de clássico instantâneo da comédia romântica.
Depois disso, ganhou muitas montagens internacionais: na França, Austrália, Espanha, Japão, Reino Unido, Romênia, Irã, Argentina, Chile, Itália, Singapura, entre outros.
Já em 1967, foi adaptado para o cinema, estrelado por Jane Fonda e Robert Redford. O filme arrecadou US$ 30 milhões com orçamento de apenas US$ 2 milhões.
No Brasil, em 1964, Cecil Thiré e Helena Ignez protagonizaram uma montagem dirigida por Ziembinski. Já em 1990, Lidia Brondi e Thales Pan Chacon estiveram à frente de nova encenação, ao lado de Miriam Pires e Edney Giovenazzi, com tradução de Flavio Marinho e direção de Ricardo Waddington.
Sinopse
Comédia de Neil Simon sobre um casal recém-casado que se muda para um pequeno apartamento e precisa lidar com as diferenças de temperamento, um vizinho excêntrico e a presença constante da sogra, enquanto enfrenta os conflitos e ajustes da vida a dois.
























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