Ju Kosso na Backstage Digital | Ed. 78

A metamorfose de Ju Kosso: entre o caos e a essência

Ju Kosso chega com a força de quem não teme o espelho e, com essa autenticidade visceral, estampa a nova capa digital da Backstage Mag. A artista, que carrega na bagagem a vivência de quem conhece os palcos desde a infância, agora se apresenta em sua forma mais nua e potente. O lançamento do single “Sofisalma”, via Marã Música, não é apenas um cronograma de estreia no dia 20 de março, é o marco de uma renovação artística que funde o peso do rock industrial à sensibilidade do pop. Faça o pré-save aqui!

A faixa mergulha em um conceito denso, inspirado na retórica dos sofistas gregos, para questionar as máscaras sociais que sustentamos na era da perfeição digital. Gravada em Los Angeles para captar uma atmosfera crua e internacional, a música surge de um momento de “transbordamento”, funcionando como um expurgo necessário para a cantora. Ju Kosso utiliza a sonoridade direta e densa para dar voz a um colapso das aparências, transformando conflitos internos em arte pura e cortante.

Esteticamente, o projeto se expande para o audiovisual com um clipe dirigido por Arnaldo Belotto, com estreia marcada para 1º de abril. Com referências que vão de graphic novels ao universo de bandas como Rammstein e Nine Inch Nails, Ju consolida sua nova identidade visual e sonora. Este lançamento é o “ponto e vírgula” que encerra um hiato criativo e abre caminho para uma sequência de composições autorais que prometem incomodar e fascinar na mesma medida.

Créditos: Moa Cunha

Na entrevista exclusiva a seguir, Ju Kosso revela como o processo de composição de “Sofisalma” foi um “vômito criativo” essencial para sua saúde mental, detalha sua busca pela liberdade artística ao assinar este novo ciclo e explica como a obsessão pela perfeição pode se tornar uma neurose que adoece a alma, reforçando que, nesta nova fase, seu compromisso é apenas com a própria verdade.

Confira o bate papo completo:

Sofisalma” traz uma reflexão sobre máscaras sociais, manipulação e aparência de perfeição. O que te levou a explorar esse tema na música?

Essa reflexão veio muito da minha própria experiência de vida. Em vários momentos eu percebi como algumas pessoas constroem uma imagem muito bonita para o mundo, mas na prática agem de forma diferente. Promessas que não se cumprem, discursos muito bem montados… mas pouca verdade por trás. Isso me fez pensar muito sobre as personas que a gente cria para parecer mais aceitável, mais ‘limpo’, mais correto. ‘Sofisalma’ nasceu dessa observação: do contraste entre aparência e essência. A palavra  Perfeição é  bonita né??  Mas é uma neurose, adoece por dentro.

Você comentou que a composição da faixa surgiu como um “vômito criativo” depois de um período em que se sentia bloqueada artisticamente. Como foi esse processo de criação para você?

É verdade, eu tava explodindo por dentro, pra quem faz arte, cria, se movimenta, eu tava travada e bebendo do meu próprio veneno, tava ali sem saber quem eu era, o que estava fazendo artisticamente, então,  o processo aconteceu num impulso, o vômito veio com tudo  cheio de pensamentos, aqui e alí, em uma semana  fui escrevendo muitas letras e melodias,  fui amassando muitos papéis, me odiando, me amando e no fim um baita alívio…como se a minha alma voltasse pro meu corpo…eu tava me admirando e admirando as coisas que eu tava fazendo alí.

Créditos: Moa Cunha

A música tem uma sonoridade intensa, com elementos de rock industrial e também influências pop. Como você pensou essa mistura de estilos na construção do som de “Sofisalma”?

Eu sou assim; intensa! O rock Visceral tá nas minhas entranhas, mas ao mesmo tempo eu também tenho um lado mais doce…que é o pop.. Eu cresci ouvindo  na minha infância Elis Regina…na fase adulta por exemplo; Rammstein. 

Esse lançamento também marca uma nova fase da sua carreira assinando como Ju Kosso e retomando suas composições autorais. O que esse momento representa para você como artista?

Representa o novo e o medo do desconhecido…o frio na barriga e ao mesmo tempo o meu eu mais íntimo, é uma virada de página, um novo ciclo, me sinto livre  pra criar, pra fazer o que sinto, não devo nada à ninguém.. Sei lá, eu quero desobedecer… Se é bonito ou feio, sempre será bonito pra mim… eu sou o que sou!

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