A banda MIM estampa a nossa nova capa digital e está de volta com força total. Eles anunciam o lançamento de seu novo single, “Game Over”, que chega a todos os aplicativos de música no dia 28 de março, pela Marã Música. A faixa mergulha na metáfora de um relacionamento como um videogame, onde a competição entre os envolvidos dita as regras até que um deles perceba que a única forma de vencer é sair do jogo.
Com uma sonoridade que passeia entre o grunge e o punk, “Game Over” tem fortes influências da banda estadunidense de hardcore punk Turnstile e da banda australiana Amyl and the Sniffers, principalmente pela atitude no palco durante os shows, e entrega atitude em cada acorde. O processo de composição teve início com uma melodia no violão, que depois foi moldada pela banda com riffs marcantes e mudanças de dinâmica que reforçam a intensidade da música.
A MIM traz neste single um grito visceral, uma forma de extravasar a raiva contida de relações obscuras.
A expectativa para o lançamento não poderia ser maior. O single foi gravado no renomado estúdio Midas Music, com produção de Fernando Prado.
MIM é punk rock em espanhol. À frente da MIM está Madame Mim, cantora, compositora e guitarrista, conhecida por sua trajetória na MTV Brasil, onde atuou como humorista ao lado de Dani Calabresa, Marcelo Adnet, Cazé, Marcos Mion, Fábio Rabin, entre outros. Foi integrante da banda punk carioca Polux nos anos 90, realizando mais de 250 shows pelo Brasil e tem mais de 3 discos lançados, além de ter participado de diversas coletâneas e turnês internacionais. Além disso, é co-fundadora do Prêmio MUS e idealizadora do Festival LAB Rock.
A formação atual da MIM conta com Rodrigo Luminatti (baixo e vocal), ex-integrante da banda Motores e produtor de Kiko Zambianchi; Jaques Molina (guitarra), que já tocou com Edu K e Paulo Ricardo e atualmente faz parte da banda When I Die; e Eder Chapolla (bateria), conhecido por seu trabalho com as bandas Devilish e Naissius. “Game Over” ainda conta com a participação especial do baterista Thiago Coiote.
Confira agora uma entrevista completa com o grupo:
Game Over” explora a metáfora de um relacionamento como um videogame, com uma dinâmica de competição e a ideia de vencer ao sair do jogo. Como a banda construiu essa metáfora na letra e como ela se conecta com a sonoridade da faixa?
É uma faixa perfeita pra ser lançada neste momento pessoal da banda. A música foi escrita faz um tempo, mas às vezes as letras vem e só conseguimos entender depois do que tratam. A letra fala do sacríficio pelo amor, desse movimento na vida e que apesar de não ser um jogo tem ressonância. Game Over satiriza a violência dos games e faz pensar no objetivo a médio/longo prazo de uma relação. Com relação à sonoridade, foi lindamente construída na sala de casa com violão e depois arranjada em estúdio pensando nas dinâmicas musicais pra dar uma sensação de inquietação e desconforto como reflete a letra.
A faixa mistura influências do grunge, punk e hardcore, com uma grande energia no palco. Quais foram as principais inspirações musicais para a criação desse som e como as referências de bandas como Turnstile e Amyl and the Sniffers influenciaram o processo criativo?
Na teoria do Inconsciente Coletivo do psicanalista Carl Jung, ele explica como existe uma “mente ‘ynica” que transfere informações e se tornam inerentes sem haver comunicação entre as partes. Um dos casos mais famosos é o do Centésimo Macaco, onde resumidamente um grupo de macacos descobre como lavar batata doce e simultaneamente, sem nenhuma comunicação ou contato físico com outros macacos, outros grupos ao redor do mundo aprendem a fazer o mesmo. Não acho q fomos influenciados por Turnstile ou Amyl, até porque Amyl and the sniffers por exemplo são conterrâneos nossos. Eles surgiram na mesma epoca da Vir GO que depois mudou o nome pra mim mas é a mesma banda. Estavamos fazendo o mesmo em lugares distantes do mundo assim como provavelmente várias outras bandas tmb.
Nesse caso, vale ressaltar que Amyl and the sniffers é uma banda com raiz punk que conseguiu encontrar um caminho próprio pro mainstream pelas letras e carisma da Amyl, principalmente no palco. No Brasil temos muitas bandas assim, nós inclusive, mas aqui esse stilo não consegue desenhar essa saido do underground por falta de incentivo e organização do mercado musical. É muito normal quando vou em shows encontrar uma banda nacional que me emociona nesse nível. Vocês só não sabem ou querem saber, preferem ouvir o que foi mastigado de fora e aqui continuar ouvindo Marina Sena, nada contra. O Brasil, por ter uma enorme diversidade musical acaba ofuscando o rock nacional mas ele sempre existiu e com muito talento escondido pelos becos escuros.

Este lançamento marca a primeira vez que Madame Mim e Rodrigo Luminatti dividem os vocais. Como foi o processo de experimentação para trazer essa novidade e como isso alterou a dinâmica da música?
Na verdade, o Rodrigo sempre cantou desde o inicio e sempre produziu os vocais da banda nas gravações, por isso foi um processo natural até chegar a Game Over. Essa musica tinha um diálogo a dois e com 2 vozes ficou perfeito.
O processo de gravação foi realizado no renomado estúdio Midas Music, com produção de Fernando Prado. O que essa experiência significou para a banda e de que forma a atmosfera do estúdio contribuiu para a criação de “Game Over”?
A musica já chegou arranjada no Midas, mas esse estúdio é inspirador em varias sentidos e ali criamos atmosferas novas pra faixa. Acho que gravar no Midas com o Fernando Prado pra mim foi tipo “pronto, agora posso morrer”. rs. Sabe… Conhece o ditado? Já plantei uma arvore, já escrevi um livro, já lancei vários discos e já gravei no Midas. 🙂
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