Banda Zander na Backstage Digital | Ed. 80

A banda Zander é a nova capa digital da Backstage Mag em uma entrevista que celebra o lançamento do EP “Zander no Som no Sebo”, que chega às plataformas no dia 10 de abril pela Marã Música. Ícone do cenário independente e referência em intensidade sonora, o grupo reafirma sua relevância ao unir a crueza do rock à nostalgia de um dos cenários mais charmosos da capital paulista, fugindo do óbvio em um projeto que transborda autenticidade. Faça o pré-save do lançamento!

Gravado em um ambiente cercado por livros e discos, o projeto captura a banda em um formato intimista e fora do convencional, transformando a performance ao vivo em um registro documental que valoriza a estética e a qualidade técnica. O lançamento, que nasceu de uma parceria com o projeto Som no Sebo, busca resgatar a experiência coletiva e a curadoria musical, entregando ao público uma entrega visceral sem os filtros dos estúdios tradicionais.

A experiência de gravar em um sebo marcou profundamente os músicos, que encontraram na atmosfera “360 graus” de informações e memórias o combustível ideal para novas interpretações. Além do impacto visual, o EP destaca a evolução das faixas no palco, permitindo que o público sinta a dinâmica real da banda, com improvisos e nuances que só o calor do momento proporciona.

Nesta entrevista exclusiva, os integrantes revelam como o cenário influenciou a escolha do repertório e a forma como se conectaram com as músicas. Eles detalham o processo de criação das novas dinâmicas ao vivo e celebram a gravação da aguardada versão de “Dialeto” com a participação de Nico, um pedido antigo dos fãs que finalmente ganha um registro oficial e definitivo.

Confira o bate papo na íntegra:

Gravar o EP em um sebo trouxe uma atmosfera bem diferente do convencional — como esse ambiente influenciou a forma como vocês tocaram e se conectaram com as músicas?

Acho que na hora de tocar a nessa entrega é sempre a mesma, independente do lugar ou público. O que mudou talvez foi pensar num repertório que funcionaria legal para o projeto. Assistimos alguns episódios e escolhemos as músicas imaginando como ficaria no formato. Acredito que deu super certo!

Vocês comentam que as versões ao vivo são diferentes das de estúdio. O que muda na prática quando a Zander toca ao vivo, e o que esse EP revela sobre essa identidade da banda?

Ao vivo a gente se permite esticar algumas partes, criar introduções, aumentar as dinâmicas nas músicas e isso é uma característica bem forte e marcante da banda que ficou bem presente nesse EP no sebo.

“Dialeto” ganhou uma versão especial com a participação da Nico, algo muito pedido pelos fãs. Como foi revisitar essa música nesse novo formato e atender a essa expectativa do público?

Foi bem legal termos conseguido fazer esse registro em áudio e vídeo e ficou especialmente bonito. De fato uma boa parte do nosso público sempre pediu por essa versão gravada e acho que captou a intensidade e também a cumplicidade que a gente tinha muito intensa quando fazia essa versão. Na minha opinião, fica bem claro e verdadeiro no vídeo. Super importante termos tido a oportunidade de eternizar esse momento com a Nico.

O projeto nasceu com a ideia de resgatar uma experiência mais curada e coletiva de música. Como vocês enxergam o papel de iniciativas como o Som no Sebo no cenário atual, onde tudo é tão fragmentado?

Acho sensacional não só a ideia e a iniciativo do projeto, mas principalmente o resultado final que tem uma qualidade absurda e muita a cima da média. Foi muito legal tocar num sebo e registrar isso e ainda mais legal estar e fazer parte de um programa tão especial que junta tantos artistas diferentes e incríveis mostrando como cada um soa de uma maneira crua e intimista ali dentro daquele espaço incrível. Com certeza o cenário só tem a ganhar em todos os sentidos. Vida longa ao som no sebo!

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